
“I’d rather be here than in Alaska”
Boicote contra caça aérea de lobos no Alasca. O Governo do estado norte-americano dá licenças e define novas regras para o "jogo". Sem comentários...
Veja mais em http://www.boycott-alaska.org/
Notícias, informações, banners, fotos e vídeos de meio ambiente, consumo consciente e sustentabilidade. Em prol do bem-estar de todos os animais.


O IVVA Campinas - Instituto para Valorização da Vida Animal - faz um trabalho de recolhimento e promoção de adoção de cachorros e gatos resgatados na rua e/ou vítimas de maus tratos. A filosofia do trabalho é divulgar práticas éticas de cuidados com animais e o conceito da posse responsável.
O Salvador (foto acima) é um vira-lata lindo e muito carinhoso que está sendo cuidado pelo IVVA. Ele anda meio deprimido, pois já deixou de ser adotado várias vezes por ter uma cicatriz no dorso decorrente de um ferimento grave que tinha quando foi resgatado. É um ótimo cão de companhia para crianças e adora contato com pessoas. O Salvador é um dos animais que estão sendo cuidados pelo IVVA até conseguir um bom lar. Veja abaixo o anúncio e conheça outros animais para doação no site da instituição - www.ivva-campinas.org.br.
Vamos dar uma mãozinha para o Salvador. Esse cão, tão meigo e carente, está no canil da clínica da Dra. Renata há 7 meses (desde julho de 2005). Ele chegou lá com uma ferida com centenas de larvas de moscas, muito mal e por um triz não morreu. Foi a dedicação de muita gente e a garra do Salvador que o livraram da morte certa. Agora ele está bonito, chique mesmo, e ganhou até uma cirurgia plástica da Dra. Renata prá fechar o buraco que as larvas lhe deixaram no dorso. Só lhe falta uma família. Ele fica abanando o rabo cheio de amor prá dar quando alguém chega no canil para escolher um novo amigo.
Mas como todo bicho já grandinho, vê sempre meio sem graça um vizinho seu ainda filhotinho ser escolhido para ganhar colo e carinho. É claro que fica contente por esse amiguinho mas, a cada dia que passa, o Salvador vai perdendo as esperanças e fica muito triste e desanimado. Nós, do Instituto para a Valorização da Vida Animal (IVVA), não queremos mais ver tanta tristeza no olhar do Salvador e vamos divulgá-lo até que alguém com um coração muito grande escolha adotar esse bicho tão especial.
Ele já é castrado, vacinado e vermifugado. Tem aproximadamente um ano e meio de idade e temperamento dócil e alegre. Ele quer um lar cheio de gente carinhosa, comida gostosa e água fresquinha, tudo que todo animal deveria ter.
Vamos lá então: vamos dar a maior força para o Salvador, pois ele é tudo de bom mesmo. Os interessados em adotá-lo devem ligar para (19) 9777-4874.
Este anúncio na Internet: http://sites.mpc.com.br/holvorcem/caes/Salvador.html
Repasse este endereço para pessoas que gostem de cães!

Indivíduo da espécie Leopardus pardalis. Colocação de colar para monitoramento em habitat natural
A preguicinha (filhote mesmo) acima achava que aquele domingo de janeiro iria ser como outro qualquer. Temperatura alta, muita chuva. Verão na Amazônia...
Mas sem saber explicar exatamente o que aconteceu, de repente as árvores foram se distanciando (tudo bem, não eram tantas assim, mas até que dava para morar bem nelas...). Em vez de um tronco, a preguicinha teve que se agarrar num objeto rosa-encardido, que não tinha um cheiro muito diferente de árvore. E, além disso, tinha um outro bicho, que ela reconheceu como sendo da espécie humana, que ficava balançando com força esse objeto rosa.
"O que será que ele quer comigo? Será que devo ficar com medo?", pensou a preguicinha.
E concluiu que devia: alguns poucos minutos depois de ter sido bruscamente desambientada, a preguicinha reconheceu outros dois humanos cabeludos falando com aquele que balançava o objeto rosa. Para piorar, esses dois andavam muito mais rápido, dentro de alguma coisa que também não parecia nada com uma árvore.
"Eu só quero voltar para as minhas árvores. Socorro!", a preguicinha, já com muito medo, começou a gritar.
Já muito assustada e em desespero, a preguicinha de repente caiu no chão. Que horrível! Não era terra e estava muito duro. Um dos humanos cabeludos a agarrou e ela não viu outra alternativa a não ser usar suas garras para arranhá-lo. O outro também tentou pegá-la, e mais uma vez, e muito a contragosto, ela usou as garras novamente. Só para assustar... Mas já era tarde demais. Quando se deu conta, a preguicinha estava no colo de um e do lado de outro dentro de um objeto fechado (ela nem acreditou quando depois disseram para ela que provavelmente aquilo devia ser um carro, uma forma que os homens acharam de andar mais rápido. 'Por que mais rápido, hein?!"ela teria perguntado).
Bom, dentro de um negócio que depois veio a saber o que era (embora não entendesse para que servia) e com dois humanos cabeludos, a preguicinha já estava prestes a desistir, achando que seria seu fim. Mas, surpreendentemente, ela até foi conseguindo ficar mais calma. Ela nunca soube explicar porque conseguiu relaxar, mas ela sentiu que, como ela, aqueles humanos também estavam procurando algumas árvores para se ambientar.
Mas demorava muito. A preguicinha, já bem mais relaxada, mas muito cansada, não aguentou e chegou a dormir. E sonhou que aquele colo na verdade era a sua árvore, aquela preferida entre todas as da floresta. O sonho foi uma delícia... ela perdeu a noção de quanto tempo sonhou.
Ainda sonhando começou a sentir, cada vez mais perto, cheiro de árvores. Muitos cheiros diferentes, mas todos de árvore. O seu ambiente. Quando acordou (pasmem!) ela estava de frente para uma árvore mesmo. Sem pensar duas vezes e com a velocidade que lhe é peculiar, a preguicinha deixou o colo do humano e abraçou a árvore. Depois, como mostra a foto, esticou um dos 'bracinhos' e ficou esperando aqueles dois humanos cabeludos que também procuravam as árvores. Ela esperou alguns minutos e não demorou muito para perceber que eles não iriam junto com ela para as árvores. Que pena...
"Talvez eles tivessem que voltar para andar mais rápido", lamentou. Deu um último tchau e se voltou, definitivamente, para seu ambiente. Subiu até a copa da árvore, até perder de vista.
Relato baseado em uma história real de ajuda dada a um filhote de bicho-preguiça, o da foto, que, sei lá por que cargas d'água, estava pendurado numa bolsa velha de um mendigo em plena avenida movimentada da cidade de Manaus. Eu e Fábio, em janeiro de 2005.
Fotografia